Como consumir a Ginkgo Biloba?
Clarissa explica que o fitoterápico é fundamentalmente encontrado na forma de cápsulas que contêm o extrato padronizado denominado EGB761, que deve conter um teor mínimo de 24% de flavonoides glicosilados e 6% de terpenoides. “Em geral, para adultos, é orientada a ingestão diária entre 80 a 240 mg (que podem ser fracionadas ao longo do dia) de Ginkgo Biloba. Outras formas de apresentação são soluções ou na forma de chás, feitos a partir das folhas”, diz.
Ana Luisa destaca que estudos realizados com o extrato de Ginkgo Biloba, e também de acordo com a indicação da maioria dos fabricantes, é recomendado o consumo de 40 mg 3 vezes por dia, ou 60 a 80 mg 2 vezes por dia”, diz.
Efeitos colaterais da Ginkgo Biloba
Ana Luisa destaca que a Ginkgo Biloba tem baixa taxa de efeitos adversos. “Contudo, quando esses ocorrem, costumam se apresentar na forma de náuseas, dor de cabeça, diarreia e dores abdominais”, diz.
Além disso, de acordo com a médica nutróloga, alguns pontos devem ser levados em consideração:
Por falta de estudos clínicos, a substância não é recomendada a gestantes.
Outro ponto importante é consumir sempre com orientação. Existem correntes que entendem que o uso prolongado sem uma pausa pode causar sobrecarga de rins e fígado, portanto, o acompanhamento médico é sempre importante.
Devido à ação inibitória sobre as plaquetas, pode aumentar o risco de sangramento em algumas situações, por isso, pacientes que serão submetidos a procedimentos cirúrgicos devem informar ao seu médico quanto ao uso da substância.
Clarissa reforça que, apesar de relativamente segura, a Ginkgo biloba deve ser utilizada com cautela como qualquer outro medicamento. “As reações adversas raramente podem ocorrer em aproximadamente 5% dos casos e consistem em distúrbios gastrointestinais, como por exemplo, náusea e mal-estar abdominal. Menos frequentes, podem ser observados efeitos colaterais como tontura e queda de pressão arterial, vertigem, cefaleia ou ainda aumento da sensibilidade da pele, causando alergias ou reações cutâneas”, diz.
“Pelo maior risco de causar sangramentos e hemorragias e, considerando a possibilidade em potencializar o efeito de medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários, orienta-se a suspensão da Ginkgo Biloba antes da realização de procedimentos cirúrgicos”, acrescenta a nutricionista.
Contraindicações da Ginkgo Biloba
De acordo com Clarissa, a planta é contraindicada para pacientes hemofílicos (distúrbio que afeta a coagulação do sangue) e, por falta de evidências quanto à segurança, orienta-se a administração criteriosa sob rígido controle clínico em lactantes (mulheres que estão amamentando), gestantes, bem como no público pediátrico.
Ana Luisa acrescenta que há relatos de que a Ginkgo Biloba interfira na ação de medicações anticonvulcionantes. “Então, pessoas que fazem uso desse tipo de medicação devem consultar um médico antes de seu uso”, finaliza a médica.
Agora você já sabe que a Ginkgo Biloba pode, de fato, oferecer benefícios interessantes à saúde como um todo, porém, para uma utilização segura e eficaz, são essenciais a orientação e acompanhamento médico ou nutricional.